Das cores e da alma

Uma das minhas características é sempre desconfiar daquilo que todos gostam. Não importa o que seja, livros, filmes, programas de TV. Se todo mundo gosta, alge deve ter de errado, esse sempre foi meu pensamento. Claro que em muitas vezes eu errei, assim como na grande maioria das vezes, meu instinto estava certo. Mas o fato é que sempre fui atrás para conhecer e ter minha opinião.
E lá no início desse ano começou a moda dos livros de pintura e pela primeira vez não houve instinto, lá estava a união perfeita dos meus amores, livros e cores!
E fui disputar um livro para chamar de meu com outras mulheres. E tirei os meus lápis de cor da gaveta. Sim, eu fazia parte da incrível massa que corria atrás de lápis e livros! E dessa vez, não houve nenhum julgamento meu, era apenas eu, meu livro e minhas cores. Era minha forma de meditação.
Pintar o livro não era uma questão de mostrar aos outros como eu pintava e estava dentro da moda (embora eu tenha sim colocado umas fotos no instagram), pintar era minha forma de lavar a alma. Lá estava eu, pintando um pouco por dia e nesse momento, todos os problemas desapareciam de mim. Minha alma era composta apenas de cores e de paz.
É incrível o poder que algumas coisas simples podem nos ajudar. Uma alma com a marca da depressão, sempre cheia de ansiedade e angústias, foi encontrar a paz no meio dos lápis de cor. Pintar remete à infância, época em que as coisas eram infinitamente mais simples. Uma modinha fez que as cores transformassem a alma!
Encontrei a minha paz e algo bobo, que é pintar livros de colorir. E onde está a sua paz?
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Lívia

Mãe, professora, fotógrafa. Aprendiz de corredora, atrás de uma vida mais saudável e equilibrada com a família.

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